Bruno Franco
Bruno Franco

Raros são os casais que não têm nos planos o brinde de matrimônio com champanhe. Sinônimo de luxo e sucesso, ele surge como a bebida perfeita para celebrar este momento e embalar os votos de felicidade.

Mas, para degustá-lo corretamente embalado pelas músicas de casamento, é preciso conhecer um pouco a sua origem e algumas regras de etiqueta para que a experiência seja completa. Deixe-se encantar pela história, assim como a que é contada pelo detalhes da decoração do casamento.  

Wellys Noberto
Wellys Noberto

De onde vem?

O champanhe é originário de uma pequena região vinícola da França de mesmo nome, cuja grafia é Champagne, a 150 quilômetros de Paris. Alguns vinhos na região tinham a peculiaridade de serem engarrafados em vidro antes da completa gaseificação nos barris de madeira, o que levava muitas das garrafas a explodirem. Isto se explica por conta do clima local, que esfriava muito no outono, fazendo com que a fermentação fosse interrompida até que as temperaturas voltassem a subir.

A bebida foi inventada pelo monge beneditino Dom Pérignon (1638-1715), responsável pelas adegas da Abadia de Hautvilleres, na diocese de Reims. Curioso com a afirmação dos vinicultores de que certos tipos de vinhos fermentavam novamente depois de engarrafados, ele experimentou garrafas mais fortes e utilizou rolhas amarradas com arame para que fosse possível a segunda fermentação no recipiente. Mal sabia ele que estourar garrafas de champanha se tornaria algo tão emblemático como quanto escolher entre os modelos de vestido de noiva...

Caroline Tetzner Fotografia
Caroline Tetzner Fotografia

Peculiaridades

Ele também contribuiu com a técnica do assemblage, de misturar diferentes uvas para o aprimoramento da bebida, descobrindo que era possível usar uvas pretas para produzir vinho branco. A região do Champagne é a única do mundo que pode dar a denominação de "champanhe" aos seus vinhos espumantes.

Além da localização, precisam ser produzidos obrigatoriamente à base das uvas chardonnay, pinot noir e pinot meunier, e seguir outros requisitos. Todos os demais vinhos produzidos no mundo com as mesmas características, ainda que possuam processo idêntico de produção, são espumantes. Dito isto, a hora é de entender o processo de etiqueta, assim como você teve de entender como fazer um convite de casamento.

Como manusear a garrafa

O correto é segurar a garrafa pelo meio, sem esconder o rótulo. Não se deve temer esquentar a bebida com isso. O vidro é grosso o suficiente para manter a temperatura. Segurar pelo gargalo não é uma opção.

Como servir

Encostar a garrafa na boca do copo é errado e pode quebrar as taças de cristal fino. A dica é aproximar o suficiente para conseguir despejar o líquido. E para evitar que aquela gota final escorra para o corpo da garrafa, sujando o rótulo, basta usar um pano rente ao gargalo ao servir. Outro modo de evitar isto é dar uma viradinha na garrafa antes de levantá-la novamente.

Apenas a quantidade certa

Não é nada elegante encher a taça até a boca ou perguntar à pessoa se “está bom?” ou “quer mais?”. A quantidade ideal é de três dedos para que o champanhe não esquente no copo. Espumantes devem sempre ser tomados em temperaturas baixas.

Como ser servido

Não levante a taça. A pessoa que o servirá irá abordar do seu lado direito e despejará a bebida no copo. Depois, fique à vontade para beber. Essa regra cai caso o garçom ou o anfitrião não consiga chegar até você com facilidade. A regra de etiqueta é ser educado e estender sua taça de modo firme, para quem for servir escolha a distância que usará.

Buffet Gileade
Buffet Gileade

Segure corretamente

O ideal é segurar a taça pela haste. Ao contrário do que acontece ao manipular a garrafa, segurar onde o líquido fica depositado irá esquentar o champanhe e pode fazê-lo perder a qualidade.

Nada de girar

Para outros vinhos, girar a taça é aconselhável para oxigenar a bebida e liberar os aromas. Com os espumantes, isso irá fazer perder parte do gás, que é uma das suas características principais. 

 

Andressa Dionisio
Andressa Dionisio

O paladar manda

Ao contrário do que possa parecer, o melhor champanhe não é o mais caro, mas sim o que você mais gosta e deseja compartilhar com os familiares e amigos. Nada de desembolsar um alto valor por algo que você não irá apreciar. A lógica é a mesma que você teve de aplicar para escolher entre um bolo de casamento simples ou mais elaborado.

Temperatura ideal

Para resfriar as garrafas com perfeição, coloque-as na parte inferior da geladeira por três a quatro horas ou em uma mistura de água e cubos de gelo 30 a 50 minutos antes de abri-las. Adicionar água é importante pois apenas o gelo irá levar muito mais tempo para refriar. O champanhe deve sempre ser servido entre 8 e 9 graus.

 

Champanhes rosé, sec e demi-sec

O champanhe rosé está em alta e vê seu consumo crescer vertiginosamente em todo o mundo. Os champanhes sec e demi-sec combinam perfeitamente com sobremesas e irá harmonizar bem com o bolo e os docinhos.

Tilinte copos!

O tilintar de copos faz parte da diversão e do brinde. Não se acanhe em fazê-lo, mas não empregue muita força. Seu entusiasmo pode ferir muita gente e estragar a diversão.

Johnny Roedel  Photographer
Johnny Roedel Photographer

Agora que ficou entendido o que deve e o que não se deve fazer, a hora é de relaxar pensando na lista das músicas e em como segurar a ansiedade para o grande dia. Enquanto isso, pense em formas de introduzir o assunto a ponto de contar tudo que descobriu sobre o champanhe. Logo o dia do "sim" chegará e o casal poderá festejar junto com todos para quem enviaram os convites de casamento este grande momento da vida dos dois.