Mais longa do que uma manga comum e mais curta do que uma comprida, a manga três quartos é uma opção romântica, prática e tradicional que ajuda na missão do bem vestir com classe, conforto e pragmatismo. Não à toa, foi um corte inventado na década de 1950 que ganhou popularidade com o passar dos anos graças às mulheres com criação voltada aos cuidados com o lar, mas já cientes de seu novo e mais amplo papel na sociedade. Lançando-se mais ávidas no mercado de trabalho e nos debates acadêmicos, viram neste modelo de roupa o equilíbrio do estilo de vida que se apresentava. Incorporada à moda nupcial, a manga três quartos passou a colaborar na composição de vestido de noiva comportado, mais fresco e menos sufocante do que o usado até então. Com o tempo, ela passou a ser um aliado da mulher até na validação dos decotes mais profundos, fazendo com que a mostra de pele extra não tornasse o visual vulgar. 

Por isso, vale a pena falar um pouco mais sobre essa invenção que consegue agregar harmonia e descontração à silhueta para uma grande variedade de tipos de corpos. E como os modelos de vestido de noiva se beneficiam do seu uso.     

História do modelo

O estilista criador deste comprimento de manga entre cotovelo e pulso se chama Cristobal Balenciaga, que o lançou no mundo fashion na década de 1950 pensando exclusivamente no público feminino. A proposta inicial era de trazer alguma leveza aos vestidos longos dessa época, cumprindo muito bem este papel desde então. Conforme as mulheres foram ganhando mais liberdade e espaços de influência na sociedade, mais ele foi encontrando terreno fértil nas peças do vestuário. Na década de 1980, esse comprimento foi repaginado ao ser frequentemente usado em camisas e jaquetas feitas em tecido de lycra.

A manga nos longos 

Pensado para figurar entre as peças longas, não demorou até as mangas três quartos darem as caras entre os vestidos de noiva, onde o comprimento até os pés reinava absoluto. A moda nupcial assim se apropriou dessa invenção por ver nela uma solução simples para descrever de forma graciosa e feminina um novo padrão de mulher, cheia de classe e que precisava “erguer as mangas” para ir atrás de seus sonhos. Prático, ajudam a dar um “respiro” ao look para quem quer resguardar os braços, mas sem precisar cobri-los por completo. Isto não é pouca coisa, especialmente para quem se casa em estações como outono e primavera, de temperaturas mais amenas e menos previsíveis.  

Amigo dos recortes 

O ar clássico e romântico herdado dos anos 1950 faz com que as mangas três quartos sejam amigas dos decotes mais generosos e dos recortes na parte central do corpo, como quadril e cintura. Com braços e pernas cobertos, mais do busto, das clavículas, das costas e do próprio pescoço pode ser mais revelado sem demérito do ar recatado. Tudo passa a ter um ar sugestivo, mas sem extrapolar do limite.

Curtos mais charmosos

Se os longos ficam mais leves, os vestidos de noiva curtos ganham alguma sobriedade com os braços um pouco mais cobertos. Ficam especialmente bonitos neste comprimento com decote coração e quadrado, que também têm a vibe de meio termo entre o reservado e sensual, embora valham a pena também serem testados com os demais. Por isso, costumam surgir absolutos nos modelos escolhidos para os casamentos civis nos cartórios.   

Midi: um capítulo à parte

Sim, as mangas três quartos são incrivelmente versáteis. Mas que o uso delas nos vestidos de comprimento midi são o match mais do que perfeito é inegável. Talvez essa leitura se dê pelo imaginário coletivo adquirido pela época da invenção, no qual essa composição virou sinônimo de classe, sensibilidade, doçura e amabilidade. Vira quase um desafio não vestir alguma roupa midi de manguinhas sem classificá-las desta forma. 

Apenas renda-se aos vestidos de noiva de mangas três quartos por um visual encantadoramente apaixonante no seu grande dia. É o tipo de escolha que não tem erro e que a fará contente pela decisão sempre que olhar seu álbum de casamento. É fresco, é jovem e bem equilibrado. Sem mais nem menos, as mangas três quartos são indicativo de absoluto sucesso.