O nome "lua de mel" vem dos antigos costumes nórdicos do século XVI, em que os recém-casados eram incitados a beber hidromel (bebida alcoólica derivada da fermentação do mel diluído em água e com grande variedade de estilos) durante a primeira lua cheia ou a  mais próxima do casamento.

Uma bênção

O casal bebia para receber a bênção dos deuses que proporcionavam fertilidade para conceber filhos. O hidromel também foi o único alimento de Odin, o pai de todos os deuses nórdicos e foi considerado uma bebida que lhe deu poderes sobrenaturais. Por isso, era uma poção mágica que ele também oferecia aos druidas e para as tribos celtas antes de enfrentar os romanos na antiga Gália.

Babilônia e Roma

Na Babilônia há mais de 3.500 anos, o pai da noiva presenteava o noivo com cerveja de mel durante a lua cheia ou durante um mês, para desejar sorte e fertilidade. Em Roma era a mãe da noiva que depositava, por cerca de um mês, uma vasilha com mel no quarto do casal.  O mel representava a fertilidade e também era usado como um tônico revigorante e um creme para a beleza da noiva.

Lua cheia

Durante a Idade Média na Alemanha, seguindo a influência da mitologia alemã, os casamentos costumavam ser realizados somente em noites de lua cheia e os casais bebiam hidromel durante os trinta dias após a cerimônia para trazer felicidade e gerar filhos. Talvez é de onde provém o nome de "lua de mel".

Ricardo Milani Fotógrafo

O sequestro da noiva

A tradição de beber hidromel nos conduz a outro costume bem antigo, dos povos do norte da Europa. Os bárbaros que viviam nas fronteiras do Império Romano o usavam para sequestrar jovens de aldeias ou escravos inimigos. Assim, exigiam um resgate ou se casavam com as jovens. Estes sequestros eram feitos com a ajuda de um grupo de homens que recebiam o nome de padrinho, se o sequestro fosse com a intenção de apenas celebrar um casamento.

No caso de sequestro de uma mulher para casar, este padrinho vigiava durante a cerimônia de casamento, mantendo-se alerta e armado no caso de haver um ataque da família da noiva. Depois de um tempo o casal voltava para a aldeia da noiva com a união consumada e ninguém podia questionar.

Costume Inglês

O início da lua de mel na era moderna nos remete a burguesia do século XIX na Inglaterra. Naquela ocasião, o casal aproveitava para viajar após o casamento, para se conhecerem melhor e se apresentarem aos parentes distantes que não tinham assistido a cerimônia. É preciso levar em conta que os casais não ficavam sozinhos até que o casamento fosse celebrado. Daí a importância de desfrutar a intimidade sem estarem vigiados.

Tradição católica

O Vaticano também aceitou esse costume porque o mel era tradicionalmente o símbolo da união, por ser um alimento “incorruptível”, já que se torna mais doce com o passar do tempo. Uma metáfora perfeita para o ideal de matrimonio cristão. Mel também representa para os católicos doçura e amor eterno.