Tão mágica como a cerimônia de casamento de Nikie e Didier, foi a sua jornada até chegar ao inesquecível “sim, eu aceito”. Os dois se conheceram quando estudavam quiropraxia em uma universidade no Canadá. "Desde o início as pessoas comentavam que faríamos um ótimo casal, mas nunca levávamos esses comentários a sério. Didier era meu veterano, estava dois anos à frente, e em meu segundo ano ele e um amigo passaram a ser como meus mentores, começaram a me ensinar uma técnica diferente", conta Nikie, que até então não via seu futuro marido como nada mais que um colega de curso.

No final de seu terceiro ano de quiropraxia – o último de Didier – os dois se foram ao Brasil para aprender e fazer trabalhos no Centro de Empoderamento Rosemary, que estava na Barra da Lagoa, onde a amizade dos dois cresceu imensamente durante as cinco semanas em que estiveram ali.

Simples e natural

No Brasil, onde a proximidade floresceu, os dois não percebiam nada além de um sentimento amistoso com relação ao outro. Foi apenas na volta ao Canadá, quando Didier foi visitar aquela que seria a sua futura esposa na Costa Leste do país, que algo realmente aconteceu. "Algo estava diferente", conta ela. Os dois não se viam há um mês, depois de terem vivido juntos momentos bastante intensos no Brasil, e para ela essa circunstância foi "uma clara mensagem de Deus dizendo: tudo bem, já é hora!", narra Nikie, e completa: “Tudo foi assim, simples e natural, e é assim que deve ser, não é verdade?”. 

O pedido e uma vida juntos

Depois de dois meses de namoro Didier telefonou aos pais dela para pedir que abençoassem a união oficial dos dois. Ela conta que os amigos se surpreenderam com a rapidez do pedido, e muitos perguntaram por que casar-se tão rápido. "Nossa resposta é: por que não?", se diverte. "O que muitos não sabem é que fomos amigos por dois anos antes disso, e nos tornamos muito próximos. Conhecemos as famílias um do outro, viajamos juntos, ele cuidou de mim quando estava doente, fomos voluntários juntos para ajudar aos desabrigados, e sem perceber construímos uma vida juntos", lembra ela, emocionada.

Segundo Nikie, os dois querem ser professores de quiropraxia na Nova Zelândia quando forem mais velhos, e sonham abrir juntos uma clínica da técnica em Florianópolis. "É por essas coisas que não me surpreendi quando ele me pediu em casamento durante uma viagem nossa ao México!", conta. E um pedido com direito a anel feito de casca de coco do "nosso amado Brasil", um verdadeiro conto de fadas contemporâneo. 

Tornar-se uma só pessoa

Os dois se casaram exatamente às 6 horas da manhã, ao amanhecer. Para Didier o melhor momento foi antes da cerimônia, assistindo ao nascer do sol, lentamente. Ele se sentiu em paz e conta que se deu conta ali mesmo de que aquele dia já era perfeito. "Para nós, um casamento é tornar-se uma só pessoa com aquele que você ama, e também entregar o seu relacionamento a Deus", explica ela. Os dois se decidiram casar no lugar onde tudo começou e que tinha um significado especial para o casal e, por meio das fotos impecáveis do estúdio Nalu Fotografia é possível perceber a magia do dia C para os dois e os amigos que participam. "Foi o lugar onde fazíamos yoga, onde um dia, admirando a paisagem, eu pude sentir Deus dizendo-se que iria casar-se ali", explica Nikie. 

Em harmonia com a natureza em destaque do local, Nikie vestiu um traje em duas peças, simples e encantador, top crop e saia com detalhes de renda, e coroa de flores para completar. Didier, com o mesmo estilo, e também com os pés descalços, estava com blazer azul e camisa clara, ao melhor estilo da década de 1970. Depois de dizer o seu "sim" ela lembra que o dia estava nublado e que, instantes depois, as nuvens de abriram, dando passagem ao sol. "Para mim foi como se o céu estivesse se abrindo e chegando atrasado ao nosso casamento!", conta ela, entre risadas. Que sejam muito felizes juntos!