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Casamentos

Lady Di & Príncipe Charles: 40 anos de um casamento icônico com detalhes (e curiosidades!) que podem inspirar

Lady Di e Príncipe Charles disseram "sim" no dia 29 de julho de 1981. Saibam tudo sobre esse que é considerado o casamento do século, e inspirem-se com esse grande momento da monarquia britânica.

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ANWAR HUSSEIN / GETTY IMAGES
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É difícil apontar na História uma celebração de casamento tão icônica e badalada como a de Lady Di e o Príncipe Charles. Passados 40 anos da união que abalou as estruturas da família real britânica, completados neste 29 de julho, nenhum outro matrimônio conseguiu destroná-lo do posto de o mais reverenciado. Ele permanece no imaginário popular como sinônimo de luxo, em parte por envolver a realeza, em parte por nos apresentar a eterna Princesa Diana, a plebeia que encantou súditos com sua beleza, carisma, caridade e honestidade. Vale também lembrar que ela teria completado 60 anos no início do mês. Mas a verdade é que também as escolhas para o enlace, dos trajes às alianças, tudo contribuiu para o sentimento de “live action” de contos de fada que todo casal almeja sentir.

A curiosidade que levou mais de 750 milhões de pessoas a assistirem pela TV à cerimônia, celebrada na St Paul’s Cathedral, em Londres, à época, parece permanecer a mesma passadas quatro décadas. Motivo pelo qual os ingressos para a mostra de roupas da realeza “Royal Style in the Making”, aberta para o público na capital inglesa este ano, se esgotou em pouquíssimo tempo. Na exposição, estava aquele que talvez mereça o título de vestido de noiva mais famoso do planeta, o verdadeiro “Top of Mind” quando se pensa num modelo nupcial. No próprio dia do casamento, “apenas” os 3.500 convidados puderam vê-lo presencialmente, entre eles, os membros da família real, celebridades e líderes mundiais. 

 
 
 
 
 
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O vestido de noiva de Diana

Já que estamos falando dele, vamos sem mais delongas falar desta peça de design exagerado que tão bem resume a moda dos anos 1980. Seus laçarotes, babados, mangas bufantes e volume descomunal representam um estilo muito diferente das vestimentas atuais pensadas para se ir ao altar. Ainda assim, o estilo da Princesa segue celebrado nos dias atuais. O sucesso da série “The Crown”, na Netflix, pode ser uma explicação para isso. É como se tivéssemos voltado no tempo, para quando, devido à grande curiosidade da imprensa, os designers tiveram que guardar os desenhos, os tecidos e o próprio traje num cofre. Por isso, ele é muitas vezes é chamado de "o segredo mais bem guardado da história da moda".

IG @dianaforeverremembered
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Vamos, então, a alguns fatos sobre o vestido de noiva de Lady Di. Para começar, ele não é branco. Desenhado pelo casal de estilistas ingleses David e Elizabeth Emanuel, foi confeccionado em tom de marfim, realçado pelas 10 mil lantejoulas de madrepérola costuradas a ele. A cauda é monstruosa e tem 8 metros de comprimento, enquanto o véu contabiliza incríveis 153 metros. As dimensões gigantescas acabaram sendo ainda mais exacerbadas pelo contraste de tanto tecido contra as medidas do corpo da noiva, que emagreceu muito entre a primeira prova e o dia do casamento. Ao invés dos 69 centímetros de cintura, Diana foi ao altar medindo 58 centímetros de circunferência. O emagrecimento intenso até a data do casório fez com que o casal de estilistas tivesse que costurar novamente a roupa, desta vez com a Princesa dentro, no próprio dia da cerimônia. De tão extravagante que era o vestido, ficou difícil de transportar Lady Di até a Catedral. O resultado disso é que a peça precisou ser dobrada diversas vezes para que a noiva conseguisse chegar até o local!

IG @dianaforeverremembered
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Para dar a marca pessoal, David e Elizabeth confeccionaram a etiqueta do vestido em diamantes brancos e um objeto pequeno de ouro de 18 quilates. No total, a criação custou 90 mil libras, algo que hoje corresponderia a quase R$ 700 mil. Outra curiosidade é que, ainda que caro, a roupa foi ao altar manchada. É isso mesmo que você leu. No livro “Diana: The Portrait”, sua maquiadora, Barbara Daly, revelou que ela havia derramado sem querer perfume no vestido e precisou secá-lo diversas vezes, além de disfarçar a nódoa com as mãos. E se você quiser se inspirar (fora o acidente do perfume!), o portal tem belos modelos de grandes marcas.

Galia Lahav

Os sapatos da realeza

Mesmo tipo de detalhismo foi dispensado aos calçados da Princesa, também feitos sob medida. Segundo o Daily Mail, os sapatos levaram 6 meses para serem produzidos. Desenhados pelo famoso sapateiro Clive Shilton, foram feitos com cetim, renda e o emprego de 132 pérolas e 542 lantejoulas. Diana ainda mandou pintar as letras C e D nas solas e bordar um pequeno coração ao meio. Da mesma cor que o vestido, tinham um salto desconfortavelmente baixo para que ela não parecesse mais alta que Charles embora ambos medissem 1,70m.

Curiosidades do look real

  • O acessório não usado!

Um guarda-chuva combinando foi criado caso o casamento acontecesse num dia chuvoso. A estilista Elizabeth Emanuel revelou na imprensa que a peça era enfeitada com o mesmo tecido que o vestido, além das pérolas e lantejoulas onipresentes. Felizmente, São Pedro ficou com pena das pessoas envolvidas que teriam que proteger a roupa de dimensões exageradas caso o tempo virasse. Assim, o público não precisou conhecer o acessório, que possivelmente faria sua função muito mal pelos materiais utilizados.

  • Uma tradição preservada acima (ou melhor, abaixo) de tudo

A tradição europeia para trazer sorte ao casamento de usar “algo antigo, algo novo, algo emprestado e algo azul” foi seguida à risca por Diana. No grande dia, ela usou um pedaço de renda que pertenceu à rainha Mary, seu vestido novo em folha (apesar da mancha), a tiara de sua família, emprestada, e um laço azul no interior da vestimenta. Na tentativa de um combo de sorte, também incluiu dentro da roupa dela uma ferradura de ouro 18k como um amuleto para o casal.

O penteado característico 

Aqui não houve muita invenção. Conhecida pelos cabelos curtos, Diana se casou com seus fios loiros apresentando franja e escovados para trás, deixando à mostra os brincos que pertenciam à sua mãe. Tal corte começou a ser observado por profissionais de todos os ramos e, por isso, foi um dos mais procurados na época nos salões de cabeleireiros. Sobre a cabeça, trouxe consigo a já citada tiara.

IG @dianaforeverremembered
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A tiara da linhagem

A joia é fruto de uma mistura de outras da família Spencer. Foi usada por ambas as irmãs de Diana em seus respectivos casamentos e escolhida no grande dia porque ela não foi empossada de uma da Rainha. Segundo relatos, Elizabeth II mandou fazer uma nova tiara para presenteá-la, o que não foi bem interpretado. Afinal, a monarca oferecia peças de sua coleção para que as futuras cônjuges usassem ao desposar. Lady Di ainda vestiu a joia de sua família várias vezes após isso. Além da história atrelada, era mais leve do que muitas das peças da mãe de Charles.

Que fique claro: Diana era oficialmente considerada uma plebeia por não reter títulos, mas a família Spencer é uma das mais antigas da aristocracia inglesa e tem uma coleção de diversas tiaras à sua disposição. A que foi usada no casamento foi construída pela joalheria da Coroa, Garrard, em 1930, e montada a partir de diversas heranças que remontam a 1870. O ornamento final tinha flores estilizadas, folhagem e um elemento central em forma de coração; todos cravejados de brilhantes sobre uma base em prata e ouro.

Maria Elena Headpieces

O buquê de flores

O grande buquê em cascata da Lady Diana foi elaborado pela extinta Longmans Florist, composto por flores brancas e tons dourados incluindo orquídeas, lírios do vale e rosas Earl Mountbatten. Ele também continha o tradicional ramo de murta, símbolo do amor, retirado de arbustos cultivados a partir de mudas do buquê da Rainha Vitória. O arranjo foi um presente da Worshipful Company of Gardeners, uma associação de jardineiros e floristas fundada no século XIV. 

IG @princesdianaa
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Para a cerimônia, foram montados dois buquês, com o primeiro entregue às 8 horas no Palácio de Buckingham, com direito a escolta policial no trajeto. Logo depois, o outro foi fabricado. A razão para isso é que nas fotos do casamento da Rainha Elizabeth II, em 1947, ela aparece sem seu buquê, que havia sido perdido – e para evitar uma vergonha, a monarca ordenou a confecção de uma réplica. O que você acha de um belo buquê cascata de flores brancas para o seu dia?

Os protocolos alterados

Durante a cerimônia do casamento, tanto Charles quanto Diana quebraram alguns protocolos estabelecidos devido ao nervosismo. Enquanto a noiva se enganou na ordem dos nomes do futuro marido (para que tanto nome, gente?), o Príncipe Charles em seus votos falou que ele lhe ofereceria os “teus bens” em vez dos “meus bens mundanos”. Os votos de Diana, propositalmente, não continham a tradicional promessa de obedecer ao marido, a pedido da própria. A nova tradição acabou sendo repetida pela Princesa Kate Middleton e por Meghan Markle, suas noras.

O traje real de Charles

O Príncipe de Gales vestiu sua farda de gala de comandante naval: um fraque cruzado azul-marinho com gola branca e dourada, platinas douradas nos ombros e calça azul com detalhes dourados. As condecorações que ele exibiu no dia incluíam as estrelas das Ordens da Jarreteira e do Cardo-selvagem e a medalha do Jubileu de Prata da Rainha. O visual cerimonial incluía uma espada com pendão dourado. Embora o herdeiro do trono estivesse impecável, Charles ficou completamente ofuscado por Diana. 

IG @dianaforeverremembered
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O transporte do casal

A rainha e a família real foram levadas para a St. Paul’s Cathedral em oito carruagens puxadas por cavalos. Diana foi conduzida à cerimônia junto com o pai na Glass Coach - uma das principais carruagens da monarquia britânica, que transportou a rainha após seu casamento em 1947. O Príncipe de Gales chegou na 1902 State Landau, carruagem que foi usada com a capota aberta após a cerimônia para levar o casal de volta ao Palácio de Buckingham.

PRINCESS DIANA ARCHIVE / GETTY IMAGES
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O bolo de casamento

Aqui vai uma verdade curiosa: o casal real teve 27 bolos de casamento. No entanto, o doce principal - que contou com uma versão idêntica para o caso de acabar danificado - tinha um metro e meio de altura, com as letras C e D gravadas. Também tinha os brasões de ambas as famílias, e foi criado por David Avery, confeiteiro chefe da Marinha Real. Para reparti-lo, o Príncipe usou uma espada cerimonial. Vale mencionar que cada camada foi decorada com motivos relacionados ao casal e, que de acordo com a tradição, a camada superior foi reservada para o batismo do primeiro filho. Inúmeras fatias do bolo de casamento foram leiloadas, a mais recente em Bristol, em 2016, onde arrecadou cerca de 1.500 libras. Sim, é isso mesmo que você leu: fatias de um bolo de casamento de 40 anos de idade continuam fazendo sucesso.

PRINCESS DIANA ARCHIVE / GETTY IMAGES
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Convidados de honra

Para a ocasião, Lady Di escolheu cinco damas de honra. Lady Sarah Armstrong-Jones, a mais velha do time, à época tinha 17 anos, é filha da Princesa Margaret e do conde de Snowdon. Clementine Hambro, de 5 anos, foi chamada por ser a aluna favorita de Diana no jardim de infância de Young England, onde ela trabalhava antes de se casar - Clementine coincidentemente é bisneta de Winston Churchill. Já India Hicks, de 13 anos de idade, é afilhada de Charles. Continuando a lista, Sarah-Jane Gaselee, foi convocada por ser filha do treinador de cavalos de corrida Nick Gaselee, responsável por ter ensinado o Príncipe a montar. Catherine Cameron, de 6 anos, é filha da amiga de Charles, Lady Cecil Cameron. Aos 11 anos de idade, o Lord Nicholas Windsor era o mais velho dos dois pajens. Ele é filho do Príncipe Edward de Kent e Katherine, a duquesa de Kent. O mais novo, de 8 anos, era Edward van Cutsem, afilhado de Charles. 

IG @dianaforeverremembered
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A entrada de Diana

Enquanto a orquestra tocava ‘Trumpet Voluntary’ por Jeremiah Clarke, Diana foi acompanhada por seu pai, John Spencer, na caminhada de três minutos e meio pelo corredor da St Paul’s Cathedral para desposar Charles. Uma entrada e tanto, que atraiu olhares de todo o mundo também pela demora. 

O anel de casamento

Aqui vale a pena um rápido flashback. Diana e Charles ficaram noivos em fevereiro de 1981 e o anel de noivado era composto por 14 diamantes rodeando uma safira azul oval de 12 quilates sobre uma base de ouro branco 18K (outra criação da joalheria Garrard). O desenho foi inspirado no broche de safira e diamantes da Rainha Victoria, um presente de casamento do Príncipe Albert em 1840. A escolha deste anel por Diana foi considerada inusitada. Não era uma peça única ou feita sob medida, mas ela gostava tanto que continuou usando o anel mesmo após o divórcio.

Com a morte dela, os Príncipes William e Harry escolheram recordações dentre os pertences da mãe. Harry escolheu o anel e William preferiu o relógio Cartier de 19 mil libras em ouro amarelo. Depois, vieram a trocar os objetos porque Harry queria que este anel um dia viesse a ser usado sobre o trono inglês. Quando William pediu Catherine Middleton em casamento, deu a ela o anel e contou depois que a decisão foi uma forma de incluir a mãe na euforia daquele dia especial. Kate precisou encomendar um ajuste de tamanho na aliança, porque havia perdido peso até o dia da celebração.

IG @dianaforeverremembered
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Decoração de casamento

Transferida para a St Paul’s Cathedral ao invés da tradicional Abadia de Westminster por conta da maior capacidade para convidados, a cerimônia de Charles e Diana parece praticamente sem decoração de casamento quando comparada aos enlaces dos filhos do casal. Embora o local estivesse adornado por flores, parece ser algo muito comedido para um casamento real. As uniões dos herdeiros com Kate Middleton e Meghan Markle foram muito mais empolgantes nesse aspecto.

Então é isso. Passados 40 anos do casamento de Diana e Charles, ele continua influenciando o mundo de tal forma que essa inspiração ainda pode se perpetuar por muito tempo mais. É como se ele tivesse virado uma espécie de lenda, em que o que menos importa é a longevidade da união em si. É a promessa de esperança e de sonho que continua movendo essa lembrança. Que a história do casamento de Lady Di e o Príncipe de Gales possa inspirá-los (a celebração, não o destino do casal!) e sirva então a esse propósito enquanto a memória permitir. 

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