Em todas as famílias existem divergências. Se já encontram opiniões diferentes sobre o tipo de lembrancinha de casamento que vocês e os pais pensam ser as mais adequadas, ou mesmo sobre o texto que deveriam colocar no convite de casamento, imaginem então em questões que ultrapassam o dia C e que refletem no dia a dia de cada pessoa.

Mas, quando se preparam para subirem ao altar, já sabem que essa nova família fará parte do seu cotidiano, eles se tornam a sua família também, e o melhor para a convivência de todos é evitar conflitos, principalmente nos famosos almoços de domingo. E isso vale para a sua própria família também. Mas como evitar essas polêmicas?

Evitem temas conflitivos

Se já sabem qual o tema que, muito provavelmente, irá gerar conflito, evitem ao máximo chegar até ele. Podem conduzir a conversa para algo que sabem que aquele outro familiar tem interesse. Pergunte à sogra como vai a escolha do modelo de vestido de festa que pretende usar, ao sogro qual a música para festa de casamento que, para ele, não pode faltar, etc. Tentem manter a conversa em um terreno neutro para que não corram o risco de se desentenderem. Claro que podem conversar sobre aquele assunto em que pensam diferente, mas talvez em outro momento e não no almoço em família que deve ser apenas prazeroso e descontraído.

Diálogo saudável

Mas se, apesar de todas suas investidas em trocar de assunto e evitar aquilo que sabe que traz conflito, acabam chegando a um tema indesejado, é preciso praticar um diálogo saudável. Isso quer dizer que, pelo menos por sua parte, deve estar aberto(a) a escutar e ouvir opiniões adversas, não apenas aguardar a sua vez de falar ignorando todos os pontos levantados pelo outro. Um diálogo saudável é aquele que onde há troca de opiniões e ideias, e não apenas um rebatendo a opinião da outra parte sem nem ao menos considerar o que é dito.

Fomente a empatia

A primeira regra para que um diálogo chegue a ser saudável, para que se possa ouvir e entender a opinião alheia, é ter empatia. Muitas vezes apenas discordamos de alguma opinião por questões pessoais, mas esquecemos que o que forma a opinião do outro são também suas vivências e experiências. Ao praticar a empatia, se colocar no lugar do outro, às vezes é mais fácil entender o porque dele pensar daquela maneira e compreender, ainda que discordando, os motivos que o fizeram ter aquela opinião.

Por exemplo, para os mais velhos não existe outra cor de modelo de vestido de noiva que não o branco, isso porque antigamente a sociedade podia ser muito mais rígida com a mulher, que deveria representar a pureza ao usar branco, e é preciso entender que eles são de outra geração. Muitas outras opiniões podem ser formadas por pressões sociais como estas, para que pudessem se encaixar, ainda que inconscientemente.

Diplomacia acima de tudo

Se mesmo assim, praticando todas as dicas anteriores, se encontrarem em uma situação de discordância total, lembrem-se de que não se pode deixar de lado a diplomacia no contexto familiar. O respeito pode ser perdido pois, uma vez que essa barreira é ultrapassada, é muito difícil retornar ao estágio anterior. Ainda que haja discussões, elas devem ser pacíficas e educadas, sem que ultrapassem o limite da diplomacia que deve prevalecer, tanto na discussão da escolha sobre flores para casamento quando ao discutir sobre divergências políticas.

Nem sempre nos encontros de família a conversa será apenas sobre a prazerosa tarefa de organizar um enlace, sobre os detalhes da decoração para casamento ou sobre o vestido da noiva. Inevitavelmente surgirão assuntos polêmicos e é preciso saber como levar a situação da melhor forma, sem que afete a relação pessoal de vocês.