O casamento de Ycaro e Karen em Birigüi, São Paulo Estado
De noite Primavera Vinho
Y&K
05 Out, 2019A crônica do seu casamento
Foram 2 anos de preparo, tudo planejado para que fosse feito da forma mais tranquila possível, sem aquela famosa "correria" que todo mundo diz passar. Mas não se iluda, vai existir correria no final, parece que mesmo com 5 anos de antecedência. Durante esse tempo foram muitas pesquisas, ideias, e "mãos na massa" para que tudo ficasse do nosso jeito, mas não saísse do orçamento (não se iluda novamente, porque também vai sair do orçamento!).
No começo do nosso namoro, ele sempre me surpreendia com Tsurus de origami feitos por ele e foi daí que eu tive a ideia de fazermos Tsurus para a decoração ficar mais próxima à nossa personalidade. E fizemos. Foram 1000 Tsurus feitos para trazer sorte e felicidade, conforme diz a lenda da Sakado (se não conhece, recomendo procurar, é muito interessante). Mais uma vez começamos 2 anos antes, para que não houvesse nenhuma correria. Graças a Deus tudo deu certo e a decoração ficou linda! Mas vamos ao que interessa.
Enfim chegou o dia tão esperado, o dia do "SIM"! Eu, embora sofra de ansiedade, consegui acordar tranquila naquele dia (confesso que também graças ao remédio, que comecei a tomar para que nada estragasse esse dia). Tomei meu café e comecei a me arrumar para ir para o salão, e é aí que começa meu arrependimento. Sim, só tem uma coisa pela qual eu me arrependo nesse dia: o Dia da Noiva! A teoria é que o Dia da Noiva seja o lugar ideal para relaxar nas horas que antecedem o casamento, e o meu foi justamente o contrário (nessa hora eu agradeci ter começado a tomar remédio de ansiedade, senão teria surtado de vez, rsrs).
Continuar lendo »Cheguei no salão e já começaram a me arrumar, recebi uma massagem relaxante, até aí, tudo parecia estar dentro do cronograma. Eu havia combinado de reunir as 10 madrinhas comigo, para tirar a tradicional foto e os poucos elas foram chegando. Percebi que o tempo ia passando e as madrinhas iam ficando prontas, o que parecia ótimo, mas hey... e a noiva? Quando decidi por aquele salão, tive a chance de optar por uma das duas salas, a maior (e mais completa) ou a menor, mas mesmo assim escolhi a menor, pois ela tinha uma sacadinha onde imaginei que ficariam lindas as imagens feitas com drone. E assim decidi e combinei também com o fotógrafo e a filmagem, ou seja, eles estavam cientes de tudo desde o começo.
Assim que as madrinhas começaram a ficar prontas, recebi o primeiro choque: Duas não gostaram do penteado e queriam ir embora, outra já havia me avisado que iria apenas tirar foto, pois tinha marcado penteado em outro lugar, mas o horário dela ir embora estava chegando, outra precisava ir pra casa se maquiar pois não havia marcado ali. Resumindo, a foto do brinde precisava ser tirada nos próximos 15 minutos, sem falta, mas... cadê o fotógrafo? Havia combinado um horário com ele, 16h, e como desde o início sabia que uma das madrinhas teria que ir embora antes das 15h30, pedi várias vezes, e até implorei para que ele fosse meia hora mais cedo. Ele disse que não iria, que estava no contrato esse horário. Pensei, "tudo bem, no dia chegamos a um meio-termo, a madrinha atrasa uns minutos, ele adianta outros, e no fim, vai dar certo. Erro meu pensar assim.
Olhei e vi as taças do brinde prontas, e aí foi meu segundo choque: montaram a mesa no menor lugar do salão, onde não cabiam todas nós. Pedi para montarem lá em cima na sacada onde queria fazer o brinde, mas disseram que já estava montada ali, poderia ser feito ali mesmo, é "padrão do salão". Mas como, não me disseram no dia do contrato que teria que seguir esse padrão. Mesa do brinde montada, madrinhas prontas e me pressionando pois precisavam ir embora, fotógrafo não chegava, resolvi ligar para ele, e o que escuto? "Se tivesse me avisado com antecedência, eu poderia ter cobrado um extra e ter ido mais cedo". Espera! Oi? O terceiro choque já me balançou e a primeira lágrima já caiu. Eu Havia avisado (e teria pago também).
Enfim, cada madrinha que vinha me apressar, eu sentia mais angústia e raiva. Foi então que lembrei de ligar para a equipe de filmagem. Eles deveriam estar chegando com o drone, em último caso, o brinde podria aparecer apenas na filmagem e tudo bem. Assim que liguei tomei o quarto choque do dia: "Mas o drone está em outro lugar agora, ele só vai estar na igreja". É, ou eu sou realmente muito ruim de comunicação, ou o universo não estava conspirando a meu favor nesse dia. E posso garantir que olhei a última mensagem para a equipe, e sim, eu havia deixado bem claro para eles que queria o drone ali a tarde. Mas à essa altura, eu já não tinha mais o que fazer, estava de cabelo todo molhado (lembra que eu disse no começo? Pois é, meu cabelo ainda não estava enrolado), quase todas as madrinhas me botando pressão, o fotógrafo e a filmagem que não chegavam, e como se pudesse piorar, vi a outra noiva já quase pronta saindo do salão. Nesse momento eu não aguentei, deixei a emo da minha adolescência falar mais alto, e só consegui me trancar no banheiro e chorar, chorar, chorar...
Bom, fotos do brinde feitas da forma que deu. Ao perceber que o fotógrafo não chegaria mesmo e não haveria imagens aereas de drone, fui para a última alternativa: meu pai é fotógrafo, poderia ter me socorrido desde o começo, porém meu noivo também estava fazendo uma reunião com os padrinhos e ele estava lá participando como sogro do noivo, não queria estragar aquele momento. Mas não teve jeito.
A partir daí tudo foi se tornando mais difícil, afinal, quem consegue se maquiar com o rosto cheio de lágrimas? Até que eu ali tentando esconder o rosto inchado e o olho vermelho lembrei de outro detalhe: Por que o meu buquê ainda não tinha chegado? Havia combinado com a cerimonialista de levá-lo para mim às 14h30, já passava das 16h e nem sinal de buquê ou dela. Depois de tentar ligar e não obter resposta, foi só por volta das 16h30 que vejo ela entrando com meu buquê em mãos, e adivinha: o quinto choque! O buquê não estava do jeito que havia pedido e como já estava tarde, não dava mais tempo pedir alteração nenhuma nele, teria que ser aquele.
Mas não foi de tudo tão ruim, assim que ela chegou descobri que o motivo do atraso era porque meu noivo havia pedido para entregar junto com as flores que ele havia comprado para mim com uma cartinha emocionante. Foi uma mistura de sentimento entre raiva e amor, haha. Mas essa foi até então a única parte fofa até aquele momento. As poucas horas que se seguiram até o casamento, continuaram tensas. Rosto inchado e maquiagem difícil de pegar. Praticamente todas as minhas madrinhas tinham ido embora logo após a foto, e só ficou ali do meu lado quem realmente sempre esteve: minha mãe! O tempo passando e meu cabelo ainda longe de parecer um cabelo de noiva. Faltavam poucos minutos para o horário e eu ainda estava ali sentada na cadeira do salão com 5 pessoas ao meu redor, lutando contra o tempo. A minha única sorte foi a noiva do casamento anterior, que agradeço até hoje por ter atrasado também, foi a minha salvação.
Só para completar o quadro desastre do dia, o sexto e último choque: pedi para o meu tio me levar até a igreja, já que meu pai já estava lá se preparando para a entrada. O problema é que ele estava tão nervoso, que não viu que as pessoas que estavam em frente à igreja eram os meus convidados que ainda não haviam entrado, ou seja, todos me viram antes da entrada oficial! Mas finalmente posso falar que desse momento em diante, o universo decidiu que nada mais estragaria a minha noite, o tão sonhado "dia mais feliz da minha vida" seria marcado do momento em que as portas da igreja se abriram.
Eu consegui conter as lágrimas, afinal não queria sair com a cara inchada nas fotos da igreja também. Mas ver meu noivo ali na frente, emocionado ao extremo, foi realmente mágico! Nesse momento a sensação que tive foi que tudo de ruim que aconteceu naquele dia, foi apagado. Todo mundo emocionado, a cerimônia correu lindamente. E ouvimos a frase "Eu vos declaro, marido e mulher"... Ah, essa frase! O nosso sonho realmente havia se tornado realidade, e estávamos ali, comemorando isso com todos que amamos.
Assim como queríamos surpreender a todos com nossos Tsurus na decoração, de certa forma também fomos surpreendidos, pois ainda não havíamos visto como tinha ficado depois de pronto. E foi de disparar o coração saber que cada um dos mil Tsurus foram feitos durante dois anos para aquele momento em especial. Depois é só partir para a festa, correto? Certo, se não fóssemos um casal que gosta de inovar! Haha. Decidimos poucas semanas antes que faríamos uma dança. Como não havia tempo de criar, resolvemos improvisar e copiar uma dança da internet. Com frio na barriga, de quem nunca dançou na vida, nós entramos no salão, e arrasamos! Ah, modéstia à parte, todos ficaram encantados, que momento mágico.
A festa correu da forma que esperávamos. Uma banda super animada, que colocou todo mundo para dançar. Um jantar saboroso, o qual recebemos elogios até hoje, a ilha de bebidas (que é a minha parte favorita da festa hahaha), tudo perfeito, e eu só conseguia agradecer por aqueles moemntos, já nem me lembrava mais do estress passado. Mas a maior surpresa para nós foi o meu sequestro. Calma, foi de mentira, já basta de estress por hoje, né? Com a ajuda dos bartenders, que estavam vestidos de La Casa de Papel, os amigos dele me sequestraram para cima do palco e a única forma de resgate foi conseguir R$ 500 em moedas para me soltar. Ainda bem que eles já haviam pensado em tudo e levado um saco cheio de moedas para ajudar o noivo a não ficar viúvo. Haha.
Enfim, a noite acabou. Eu, descabelada, um pouco (talvez bastante) bêbada, com os pés doendo e pensando em quanto tempo ia levar para desabotoar o vestido e cair logo na cama... e dormir, porque o cansaço havia tomado conta. Mas agradecendo a Deus por cada minuto do meu dia, afinal, os nervos estava à flor da pele e qualquer coisa que saísse fora controle pareceria o fim do mundo, mas não foi. Hoje enquanto o álbum ficar pronto, só quero ter lembranças boa do melhor dia das nossas vidas.
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