O casamento de William e Ivy em São Paulo
Verão Verde
W&I
14 Jan, 2017A crônica do seu casamento
Eu e o William namoramos por 5 anos à distância: eu morando em Floripa e ele em São Paulo. Não muito tempo depois de começarmos nosso relacionamento a gente já sabia que tinha sido feito um pro outro e que queríamos nos casar. Mas quando os dois vivem longe tudo fica mais complicado (e acho que quanto mais longe mais difícil).
Escolhemos a data de acordo com a previsão de entrega do nosso apto que foi comprado na planta. Fomos fazendo vários ajustes até chegar na data ideal pra nós. Olha, até a parte de definir a data é uma coisa complicada no casamento. Indo direto ao ponto, nós mudamos todos os planos várias vezes, ou seja, mudamos onde e o tipo de casamento que iríamos fazer. Algo que eu nunca quis abrir mão foi de ter a cerimônia religiosa, estar toda arrumada de noiva e fazer aquelas fotos bonitas. Eu também queria muito fazer uma festa de casamento, porém meu noivo não. Não que ele não gostasse, mas acho que ele sempre foi mais pé no chão e realista e eu sempre sonhando. Aí ele concordou em fazer, mas eu iria correr atrás e ver se seria viável. Eu tentei todas as possibilidades que vocês podem imaginar. Pesquisei todo tipo de casamentos econômicos e fui me ajustando com relação a cardápio, local, quantidade de pessoas. E eu tentei de tudo, falei com muitos e muitos fornecedores e até ofereci permuta como parte do pagamento.
Continuar lendo »Nesse meio tempo nossa situação financeira era seguinte: o dinheiro do meu noivo foi destinado para as coisas do nosso apto, eu fiquei desempregada e zerada, e meu pai, que se dispôs a nos ajudar com uma possível festa, perdeu o emprego. Então fui vendo que estava cada vez mais difícil fazer uma festa, e adiar o casamento não era uma possibilidade, pois a distância já estava muito difícil de aguentar! Aqui destaco que fiz algo que muitas noivas não tem coragem de fazer, mas digo por experiência própria que valeu a pena. Eu e meu noivo decidimos fazer apenas a cerimônia religiosa pequena (100 pessoas), sem nenhum tipo de confraternização depois. Começamos a convidar as pessoas e explicar como seria nosso casamento e todos sugeriam que a gente fosse a algum restaurante ou similar após a cerimônia e e cada um pagaria o seu (CUPS, na sigla que meu pai usava). Eu confesso que fiquei muito surpresa, pois já tinha lido que isso era deselegante e que os convidados não gostam e eu também pensava assim, mas vi que meus convidados pensavam diferente.
Nós aceitamos a sugestão e então fizemos reserva em uma pizzaria relativamente próxima do local da cerimônia e o resultado foi que cerca de 90% dos convidados que estavam presentes na primeira parte do casamento também foram para a pizzaria, cada um pagou a sua conta, todos interagiram um com outro, comigo e com meu noivo e posso dizer que todos se divertiram e aproveitaram bastante. A satisfação foi de 100%, ninguém reclamou de absolutamente nada e eu fiquei mega feliz porque deu tudo super certo!
Hoje, casada e passando por toda essa experiência que relatei, posso dizer que a festa não é uma coisa essencial para o casamento ser bonito e agradável, e nem essencial para os convidados ficarem satisfeitos. Eu tive muito menos estresse na organização com o casamento em si, e pude me concentrar na minha mudança de cidade e na organização da minha futura moradia. Estava me sentindo radiante com meu vestido de noiva que ganhei de presente de queridas amigas e foi feito exatamente como eu queria e tivemos a cerimônia que eu tanto queria! E foi tudo lindo! Eu estava super emocionada e muito feliz de chegar lá e ver o local cheio das pessoas que eu amo e sei que o sentimento era recíproco e que nenhum deles estava ali com algum interesse (de ir só estar na festa), mas estavam ali porque realmente gostam de mim e do meu noivo e queriam compartilhar alegrias com nós nesse momento tão especial!
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