O casamento de Márcio e Sheila em Barueri, São Paulo
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26 Out, 2013A crônica do seu casamento
Ser noiva ou não ser, eis a questão. O planejamento é vital para a vida.
Que me desculpem as noivas que não tiveram o trabalho de montar um casamento, mas é um período no qual você tem um turbilhão de emoções, boas e ruins e no final você percebe claramente o quanto valeu a pena e o quanto você amadurece. Sinceramente ao recordar todas as dificuldades, fica realmente difícil decidir em aconselhar um casal a fazer ou não um cerimonial glamouroso, melhor me abster e contar como foi o meu dia.
Ocorreu no dia 26 de outubro de 2013, mas parece que foi ontem, estávamos muito apreensivos, pois nos últimos 20 dias a previsão persistia em anunciar chuva. Com estas notícias a última semana foi tensa, pois tivemos que solicitar tendas a uma personalidade política que nos ajudou a diminuir esta preocupação.
Voltando ao grande dia, eu acordei radiante! É válido dizer que me casei quatro meses antes no civil, por motivos particulares e de cunho familiar. Logo, minha despedida foi muito diferente do que todos vocês imaginam, eu e o noivo, fizemos nossa despedida exatamente no mesmo local que nos conhecemos.
Continuar lendo »Isso ocorreu há menos de um ano, pois o dia do casamento foi 26 de outubro e fizemos um ano do dia do primeiro encontro, em 27 de outubro.
No grande dia acordamos radiantes! Chuvas de beijos. Pela manhã me recordo que antes de ir para o dia da noiva, ensaiamos os passinhos para a "valsaforró".
Como fui uma noiva bem histérica dessas que abraça tudo, tudo mesmo, no estilo "Do it yourserf". Fiz os meus quase 200 convites no estilo rústico com juta, passados a ferro. Fiz os kit´s dama adulta, padrinhos e pajens. Também fiz minhas lembrancinhas, uns potinhos de promessas.
Com tudo isso e outras coisas, acabei deixando detalhes para última hora, como comprar um sapato mais baixo e pink, para combinar com as damas adultas. Logo, antes de ir para o dia da noiva, corri para duas lojas, comprei um sapato baixo pink e em outra comprei uma lingerie.
Depois peguei minha sogra, minha cunhada e o sobrinho para correr para o salão, pois já estava atrasada (isso tudo sem tomar café), mas estava muito ansiosa, que até o café delicioso que o local ofereceu eu degustei pouco. Neste dia eu entrei em parafuso porque estava em meio a um grande impasse.
Poderia continuar me arrumando no local do dia da noiva e ter a mente no sítio, mas não consegui me concentrar e pensava que na hora do casamento, ia ver que muita coisa não estava do jeito que queria.
Não tomei nenhuma das opções anteriores na íntegra. Arrumei o cabelo e algumas coisas essenciais, fiquei super aflita e fui até o sítio para verificar se estava tudo bem. Com isso, perdi muito tempo, me arrependo de não ter me arrumado no sítio e não aproveitei o dia da noiva.
Voltei ao salão, não almocei direito e terminei cabelo e maquiagem (apenas isso, dentre todas outras coisas que estavam no pacote). Acabei fazendo pós lua de mel, pois no dia não deu tempo. Fizeram o making of, ficou lindo e eu fui para o sítio, um pouco atrasada, coisa de noiva.
No caminho descobri que um dos meus padrinhos foi de roupa esporte, porque não leu o convite. Ainda bem que ele morava perto do evento, então foi se trocar. Isso fez com que o meu atraso não fosse notado, a não ser pela minha demora em sair do carro.
Na verdade, eu queria fazer uma supresa para o noivo: vocês devem conhecer quando a noiva fica atrás da porta e diz todas aquelas palavras que faz todo mundo chorar antes da sua entrada triunfal, pois foi uma tentativa, já que não havia um microfone disponível. Na hora muita coisa saiu da forma que deu, meu depoimento estava com minha mãe e até tudo estar adequado para eu entrar levou um tempo, período este que deixou o noivo tenso, tanto que ele chegou a pronunciar para o meu pai:
-Seu João, vai lá buscar a sua filha no carro senão eu mesmo vou!
Ele iria mesmo, eu não duvido!
Abortada a surpresa e vendo que o clima estava ficando super pesado, eu entrei.
Chamei todas as oito damas adultas de rosa, fazendo um paredão para que não me vissem completamente e cheguei ao quiosque de entrada, antes da passarela da noiva.
De verdade estava super tensa, não nervosa, porque tinha visto de longe que meu noivo estava nervoso por eu ter atrasado e pasmem, ele já havia dito que se eu me atrasasse, ele iria liberar bebidas para todo mundo, ou seja a festa começaria mais cedo, sem a noiva. O que ele realmente queria era que a cerimônia fosse feita ainda de dia, como combinamos, e se ele não tivesse acelerado talvez acontecesse tudo às escuras.
Quando eu estava ali no quiosque tive aquele friozinho na espinha, mas quando me posicionei e olhei ele no fundo do corredor me esperando, no mesmo momento ele abriu um sorriso lindo que me inundou de uma paz inexplicável, inenarrável, toda tensão for a diluída, eu só olhava para ele. Era como se houvesse um túnel fechado só para nós dois.
Ainda no início do corredor, meu paizinho de um lado e minha mãe do outro, adentrei na passarela radiante de felicidade, não me continha, olhei para muitas pessoas, cumprimentei com os olhos a muitos, não escutei a minha música de entrada tamanha era a emoção. Ufa cheguei!
Seguiu-se a cerimônia e os nossos votos quando ele me surpreendeu dizendo que teria uma declaração de amor, através de uma música. Ele cantou para mim e no casamento não houve noiva que aguentasse, chorei mesmo ao escutá-lo cantando “A mulher que eu amo” de Roberto Carlos e seu irmão no piano.
O decorrer da festa foi tudo maravilhoso, o nosso maior propósito era impactar as pessoas com o espírito do amor verdadeiro. Aconteceu já que muitos casais foram renovados e nos agradeceram pela festa.
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