O casamento de Hugo e Marcela em São Paulo
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07 Out, 2017A crônica do seu casamento
Hoje relato o dia do meu casamento. Nunca fui daquelas que sempre sonhou em se casar. Claro que achava que um dia encontraria alguém que quisesse passar o resto da minha vida junto, sempre fui muito romântica e sempre amei histórias de amor, mas nunca tinha imaginado "o" dia do meu casamento, nunca tinha me imaginado de noiva ou como gostaria que fossem as coisas.
Conheci o Hugo no trabalho, numa agência onde trabalhávamos em 2010. De um primeiro encontro, até o namoro as coisas caminharam bem rápido, e desde então não conseguimos ficar separados. Foi um namoro cheio de realizações juntos, viagens, e hoje somos sócios. Sim, todo mundo pergunta como a gente consegue trabalhar junto, mas aconteceu tão naturalmente, e não tem ninguém que eu confie tanto quanto ele, que é tão alinhado nos pensamentos, crenças e convicções, que pra mim é tão natural pensar na nossa rotina juntos!
O pedido de casamento veio em uma viagem (que conseguimos graças às habilidades dele de encontrar tudo na internet, pegamos passagens à um preço incrível). Foi muito inesperado, mas muito feliz e com certeza muito bem vindo! Mas com uma empresa no caminho, não conseguimos casar logo de cara, só quase 2 anos depois que tudo conspirou para que a gente conseguisse!
Continuar lendo »Foi aí que percebemos o quanto nossas famílias e amigos acreditavam tanto no nosso amor quanto a gente! Depois de quase desistir mil vezes de celebrar o casamento, tudo começou a fluir e as coisas caminharam, conseguimos encontrar fornecedores bacanas, que entenderam nossa ideia de casamento, com a nossa cara, e que cabia no nosso bolso!
Em janeiro decidimos a data, nos casaríamos em outubro, e nos primeiros meses fomos levando a organização de um jeito bem descontraído. Muitas referências na internet, boards no Pinterest, e algumas degustações pra curtir. Mas aí chegou julho e não tínhamos nada fechado. E começou a correria e cobrança da família.
E gostaria de aproveitar esse momento para preparar as noivas e noivos para algo muito importante e inesperado: sim, suas famílias amam vocês e as intenções de todos são sempre as melhores, mas eles serão os primeiros a disparar palpites, cobranças e são mestres nas intromissões, por isso, se preparem!
Depois de dias e noites em busca do lugar ideal, garimpei um lugar que tivesse a nossa cara, que não fosse um buffet padrão. Um restaurante com cara de chalé de praia, acolhedor, rústico e refinado ao mesmo tempo. E foi aí e a coisa começou a tomar forma. E como já era cheio de personalidade, foi só entrar com um pouco de decoração, detalhes e um pitada dos noivos para que ficasse perfeito (teve até boneco do Star wars)! Desde o início, ficamos encantados, e quando provamos a comida, tivemos certeza! E como é um restaurante, sempre que quisermos, podemos voltar e lembrar da comida do nosso casamento.
Resolvemos fazer no almoço, para família e amigos próximos (150 pessoas: sim, as famílias grandes impossibilitaram um mini wedding, mas foi maravilhoso), depois da cerimônia na igreja que frequentamos (a única certeza que nós já tínhamos, a igreja e o padre).
Lugar resolvido, partimos para as roupas! A roupa do noivo foi montada com muito carinho, e do jeito que ele quis! Terno escolhido a dedo, gravata borboleta, suspensório e sapato. Aliás, até hoje ouvimos comentários da roupa do noivo e elogios tanto quanto da noiva! O que me enche de orgulho, porque ele estava muito feliz.
O vestido da noiva veio de um passeio que significou muito. Foi só quando convidei minha mãe pra procurar o vestido comigo que descobri que era um sonho dela ver vestido de noiva com a filha, e no mesmo lugar onde ela comprou o vestido de noiva dela, há mais de 35 anos atrás, na tradicional rua no centro de São Paulo.
Depois de exaustivas provas e alfinetadas (mais uma pausa e aviso às noivas: preparem-se para serem vistas só de calcinha e para serem espetadas por alfinetes! Mas faz parte do momento, aproveite, é único e fica pra sempre na lembrança), em um provador, de um outlet, sozinha, com a minha mãe me vestindo, encontramos o tão sonhado vestido, aquele no qual finalmente me vi noiva. E foi um momento muito gostoso, principalmente porque estava com a minha mãe. E dali eu saí com ele embaixo do braço, e na loja ao lado encontrei os sapatos mais confortáveis do mundo!
E quando chegou o grande dia, decidi me arrumar em casa, pra ficar mais confortável, e como a igreja ficava muito perto, ficaria mais fácil pra chegar. Além disso, tive a oportunidade de me arrumar com a minha mãe, minha irmã, minha prima e minha avó, que ia levar as alianças com meu avô. Foi uma delícia e um privilégio compartilhar com elas esse momento, o frio na barriga, e as fotos dessa bagunça ficaram imperdíveis também!
A cerimônia foi linda e cheia de amor. Um noivo cheio de lágrimas, um padre que nos conhecia e sabia da nossa história, uma noiva calma, e convidados que sentiam o amor pelo ar. Choveu desde manhãzinha. E depois do melhor "sim" das nossas vidas, ainda embaixo da chuva de bençãos, fomos todos para o restaurante.
Bar de caipirinhas, cerveja de garrafa, sucos naturais e comida brasileira, com direito a baião de dois, peixe na folha de bananeira e rolinhos de tapioca com carne seca e manteiga de garrafa. Tudo servido com muito carinho e com show ao vivo e músicas que combinavam com o lugar. Lembramos de cada detalhe, e de cada convidado. O esforço de fazer a lista e pensar em tudo valeu a pena!
E pra fechar com chave de ouro, 1000 docinhos, para que todos comessem à vontade e ainda pudessem levar, torre de donuts no lugar do bolo, e mini bolos de rolo de goiabada no lugar de bem casados!
Enfim, uma tentativa de resumir esse dia tão cheio de amor, mas faltam palavras e restam histórias e lembranças maravilhosas! E espero que ajude quem estiver passando pelas mesmas dúvidas que a gente passou!
Um beijo
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