O casamento de Guilherme e Rayssa em Campinas, São Paulo Estado
De noite Outono Amarelo
G&R
04 Mai, 2019A crônica do seu casamento
O dia 04 de Maio amanheceu de céu limpo. Apesar da chuva insistente do fim de Abril.
Acordamos juntos, sem despertador. "é hoje." dissemos sem dizer uma só palavra. O nosso Rocasório chegou (nossa # oficial foi uma mistura de nosso sobrenome 'Rocamora' com 'casório').
A casa cheia já estava em movimento e, conforme distribuíamos "bom dia" os ombrinhos ao nosso redor iam de encolhendo em excitação mútua. O noivo foi para a casa dos pais para de lá irem até o hotel onde fariam a concentração pré casamento. Eu me sentei numa mesa de café da manhã que nunca foi tão farta. "Precisa se alimentar muito bem, hein" diziam. Mas as borboletas no estômago não estavam com fome. Queriam voar.
As últimas semanas tinham sido tão corridas e o meu detalhismo (dizem que é coisa de signo, eu acho que é coisa de noiva) gritava querendo controlar tudo, e garantir que tudo sairia exatamente como planejamos, que um floralzinho amigo foi necessário. Mas eu havia prometido a mim mesmo que quando esse dia chegasse, eu não faria nada além de aproveitar cada segundo, que eu tinha certeza que iam passar voando por nós. Acredite, eu estava certa.
Continuar lendo »Logo minha madrinha chegou para minha massagem energizante pra dar uma acalmada na ansiedade. Não sei se foi isso ou meu comprometimento a ão deixar que nada me abalasse, mas funcionou. Peguei as chaves do carro e fomos eu e minha irmã cantando alto a playlist do #rocasório. Uma paradinha nos meus sogros para dar um beijinho, ver mais ombrinhos levantados com olhinhos arregalados e mais perguntas "ta nervosa?". Em dado momento passei a usar a resposta que meu pai usou durante o dia todinho: "nervosa não. ansiosa sim.".
Chegamos no salão onde minha mãe já me esperava com lagriminhas nos olhos. Peguei o embalo e fui distribuindo a lembrancinha que montei para ela e todas as minhas madrinhas e convidadas que se arrumaram comigo. Escrevi a mão um recadinho de agradecimento a cada uma por dividirem aquele momento comigo. Nada mais justo né? O noivo também fez sua parte nas lagriminhas antes de começarmos a montar cílios e bocão. Ele enviou um botão de rosa para cada uma das meninas, uma garrafa de champagne e uma caixa cheinha de chocolate pra acalmar os nervos. Obviamente a minha flor seria amarela. E acompanhava um cartãozinho que dizia "te vejo no altar."
Precisei roubar um chocolatinho ou outro das amigas, mas tudo sob controle!
Em contrapartida, mandei entregar no hotel onde o noivo estava com o pai, o irmão e o melhor amigo, um kit com ENGOV e um shot pra cada um, pra garantir que fossem preparados.
Era impossível conter a emoção quando minha mãe me abraçava com aqueles olhinhos alegres e orgulhosos. E foi tão gostoso me arrumar cercada das melhores amigas e família. Por sorte, o artista que me arrumou,Thiago, é incrível e nossa vibe se entrelaçou muito. Pra ajudar, a fotógrafa perfeita e amiga Naira chegou pra completar o time, seguida da equipe de filmagem que tinha uma sinergia de outros trabalhos com os dois. E eles registraram um making of do jeitinho que eu sonhava: cantando pagode de bobe na cabeça, e champagne na mão!
Restando duas horas pra eu sair do salão para ir até a cerimônia, minha cerimonial me ligou. "As nuvens estão ameaçando aparecer. Vamos de plano A ou plano B?". Meu sonho Pinterest era uma cerimônia e festa ao ar livre. Era nosso dia. "Vamos de plano A. Deus está do meu lado, não vai chover." respondi sem titubear.
A playlist do rocasório passou a tocar na sala e a energia ali era o toque final que eu precisava pra sair de lá me achando a princesa do egito.
Tô pronta!
"E aí, quem vai te levar?"
"Eu mesma dirijo gente, dá aqui a chave"
Acredite, era possível. Mas a fotógrafa como eu disse, muito minha amiga, quis me matar, pegou as chaves e me levou para a cerimônia.
Chegamos bem antes do horário da cerimônia para fazer as últimas fotos de making of no local (que tem um cantinho mais nossa cara que o outro) e, além disso, eu não queria por nada atrasar a cerimônia. Sempre achei muito chato para os convidados. Mas, querer não é poder, e o salão onde eu e minhas convidadas nos arrumamos atrasou o preparo das madrinhas e, portanto, atrasou o início da cerimônia. Nesse momento eu confesso que as borboletas ficaram raivosas e eu estava quase suando frio. Mas meu comprometimento era pra valer. Nada ia ser capaz de estragar esse dia. Nem o que saísse errado. Tudo que eu podia ter feito, eu garanto que fiz. Enquanto esperava, eu espiava os convidados chegando escondidinha no carro.
Dessa vez, o musoThiago que nos acompanhou para o making of no local foi quem me dirigiu até a porta da cerimônia. Alguma dúvida se eu acertei na escolha dessa equipe?
Chegou a hora. As borboletas se espalharam pelo corpo todo. Foi a vez dos meus ombrinhos se espremerem, chacoalharem e tremerem. Hora de colocar em prática todas as surpresa que eu tinha preparado pra esse dia. Se as mãos trêmulas permitissem.
Entraram nossos sobrinhos com plaquinhas surpresas pro Gui, e obviamente nosso filho de 4 patas, o Fera, também entrou pra anunciar a noiva. Antes de descer do carro e pegar na mão do meu paizinho, levantei uma plaquinha "para sempre a sua princesa" e ele levantou os olhinhos pra evitar chorar. E dissemos "eu te amo" num só olhar. Peguei na mão dele, e a marcha nupcial começou a tocar.
Quando chegamos bem na entrada, vi o Gui lá no fundo, com as mãos no rosto, depois apoiando elas na cintura e no rosto vermelho um bico enorme tentando controlar a emoção. Eu sonhei muitas vezes com a reação dele ao me ver. Foi a vez da realidade superar o sonho. De lavanda.
Entramos eu o Daddy (como ele é conhecido no nosso círculo de amigos). E pra mim essa é a parte mais bizarra. Meu corpo reagia como se estivesse chorando. Muito. Meu sobrinho tremia como se eu soluçasse. Mas como eu sorria como nunca, olhando o amor da minha vida sorrindo de volta lá do altar, as minhas lágrimas foram contidas e discretas. Graças a Deus porque eu morria de medo de chorar fazendo bicão como sou expert em fazer.
Paramos eu e Daddy no meio do caminho, para a próxima surpresa da noite. Convidamos meu sogro a se juntar a nós. E me levar até o altar junto com meu pai, como era seu sonho. Ele que teve dois filhos homens, me adotou como filha antes mesmo do meu namoro oficializar. E assim foi desde sempre, mais que um sogro, um segundo pai. Ele é o dobro do tamanho do meu pai, e também o oposto em segurar a emoção. Ele transbordou do começo ao fim e no dia seguinte teve coragem de brincar "foi lindo, quase chorei.".
Quando enfim nos juntamos no altar, foi como se o universo inteiro congelasse naquele momento. Naquela troca de olhares. "Enfim, estamos aqui." de novo dissemos sem pronunciar uma palavra. Enquanto o pastor falava sobre o amor, nossas mãozinhas dadas se entrelaçavam cada vez mais. É uma sensação inexplicável. No momento em todos abaixaram as cabeças em oração, eu encarei aquele céu limpinho sem sinal de de chuva, pra olhar Ele nos olhos e agradecer.
Estava tudo perfeito. Melhor que Pinterest. Melhor que qualquer expectativa. Porque afinal, nenhuma referência te diz a energia que vai te cercar nesse dia tão especial.
A cerimônia foi cheia de emoções. Fizemos nossos próprios votos. E como todos os convidados haviam testemunhado nossos anos de namoro à distância, se juntaram às nossas lágrimas ao celebrar finalmente o fim da distância e a realização daquele sonho. Bom, aqui eu preciso compartilhar um detalhe com vocês: durante nosso namoro, o Fui sempre inventou surpresas pra mim. Seja mandar presentes, viagens surpresas, ou até aparecer no Brasil sem avisar. Eu nunca consegui revidar a altura. Mas como controlei cada detalhe do #rocasório, não perdi a oportunidade. E sem modéstia, digo que fiz isso com maestria.
Assim que terminei de ler meus votos (-onde dizia que, se precisasse, passaria a vida tentando surpreendê-lo como ele sempre fez, a começar naquele momento), mostrei a ele uma plaquinha onde dizia "Vez da princesa atacar". Era hora da entrada das alianças. Ele esperava nossos sobrinhos pequenos entrarem, mas em choque viu os avós dele entrando com nossas alianças de surpresa pra ele. Ao som de "Ave Maria": uma música que o lembra da falecida avó e o faz chorar sempre, que combinamos de não tocar na cerimônia para que ele não desmoronasse. Ops!
Ah! E cantada ao vivo por uma de nossas madrinhas e amiga, que cantou serena e lindamente na nossa frente. Não sobrou um sem lágrimas no rosto! Foi perfeito!
Ainda teve muita lágrima quando minha família começou a cantar "...derrama Senhor sobre ela seu Amor", nos cumprimentos dos pais e padrinhos, e muita risada quando rolou beijo antes do "pode beijar a noiva" hehehehe
Saímos da cerimônia ao som de "Say a little pray for you" e entramos na festa ao som de "Meu abrigo" virando shot ao invés de brindar com champagne. Tivemos nossa valsa ensaiadinha com 3 movimentos simples ao som de "Beauty and the Beast", e com problema técnico no gran finale,quando o Gui não conseguia tirar a rosa do bolso do terno pra me entregar e terminamos todos em gargalhada.
Depois disso, passou voando! Todo mundo querendo nos abraçar, dançar, nos fazer comer, beber. O que eu lembro (e as fotos comprovam) é que nos divertimos do começo ao fim, sem sair da nossa pista de dança ao ar livre debaixo da árvore nem pra ir ao banheiro. Enquanto a gente cantava, dançava e se abraçava, nos víamos cercados das pessoas mais especiais do mundo, cantando, sorrindo e brindando com a gente. Que momento inesquecível!
Passou rápido demais, mas marcou nossas vidas pra sempre. Inesquecível.
E a mensagem que deixo aqui, assim como dizia na tag da nossa lembrancinha: Aonde quer que vá, vá por amor.
É só o que faz valer à pena. ;)
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