O casamento de Geison e Gisele em Mandaguaçu, Paraná
Ao ar livre Inverno Rosa
G&G
07 Set, 2014A crônica do seu casamento
Um pouco antes do relógio marcar 5 horas da manhã, no dia 7 de setembro de 2014, acordei assustada com o barulho da chuva batendo na janela do quarto. Havia acompanhado a previsão do tempo durante toda a semana e a mesma apontava tempo bom para a data. As borboletas no estômago não me abandonavam porque a cerimônia do nosso casamento havia sido planejada para acontecer ao ar livre e toda aquela água que desceu do céu me fez perder as estribeiras...chorei o dia todo, não aproveitei quase nada dos preparativos finais...sequer os serviços que meu noivo (Geison) e eu contratamos para o nosso grande dia.
O Geison e eu fizemos o Dia dos Noivos juntos, no mesmo salão. Mas eu estava tão inconformada que o sonho de casar no espaço aberto, entre as árvores, ao pôr do sol, estava indo pelo ralo, que nada me consolava e pouco aproveitei das massagens e tudo o mais que contratamos. Mas Deus abençoou muito e faltando uma hora para a cerimônia acontecer, o tempo abriu e as empresas de decoração e buffet tiveram que se virar nos 30 para dar conta de transferir toda a ornamentação e cadeiras para o lado de fora do salão. A cerimônia teve que começar com um atraso de 40 minutos...mas aconteceu e foi perfeita. O problema aconteceu quando notamos que havia menos fotógrafos do que ficou acertado com a empresa de imagens e que os cinegrafistas pareciam desaparecer em vários momentos da festa. Meu marido e eu ficávamos desesperados atrás da fotógrafa e dos cinegrafistas para conseguirmos registros dos nossos convidados que já estavam indo embora...sabe como é: casamento em outra cidade em pleno domingo e após um dia chuvoso igual a combinação perfeita para dormir mais cedo. Posso dizer que foi um pânico considerável após um ano inteiro de preparativos e investimentos. Mas enquanto a sua festa de casamento está acontecendo, você acredita que no final da noite vai dar tudo certo e que nada será perdido. Quando os prazos para entrega das fotos e da filmagem foram se esgotando é que percebemos que ainda haveria muito mais sofrimento pela frente: fomos informados (nunca oficialmente) que a empresa de fotografia teria perdido o nosso material e percebemos que a empresa de filmagem deixou muito a desejar em nosso vídeo. Resumindo e unindo os erros das duas empresas: ficamos sem as recordações com nossos pais, tios, primos, amigos e sobrinhos...sem registro do corte do bolo, da brincadeira da gravata, da nossa entrada no salão...e por aí vai. Digamos que o início de 2015 foi balde de água fria no quesito registros do nosso casamento.
Continuar lendo »Em junho resolvemos que era hora de parar de chorar pelo que havia sido perdido, afinal, estávamos vivos, juntos e batalhando. E resolvemos renovar os nossos votos em uma cerimônia de Bodas de Papel para tentarmos produzir novas lembranças. Contratamos fotografia, filmagem, decoração, buffet, mesa de doces, bolo, alugamos um espaço legal com piscina, minha prima fez o vestido, meu primo tocou, minha sobrinha cantou...enfim: fizemos uma nova festa, com uma nova proposta e com bem menos convidados. Digamos que a festa foi para um quarto dos convidados que estiveram presente no casamento. O orçamento estava mais curto e queríamos algo mais simples e íntimo. Posso afirmar que o casamento em 2014 foi a realização de um sonho de princesa e a festa de Bodas de Papel algo mais semelhante a vida real. A ideia inicial era que pudéssemos ter a chance de produzir novos registros com amigos e familiares...até escolhemos uma data que coincidisse com um feriado prolongado, acertamos os detalhes com todos os fornecedores e nos cercamos de inúmeros cuidados para garantir que dessa vez tudo sairia da forma mais perfeita possível...mas choveu de novo, outros fornecedores furaram e foi um dia de expectativas. (Sabe aquele filme Efeito Borboleta? Então, na trama o ator principal fica indo e vindo no tempo para arrumar erros do passado e sempre arranja mais confusão. Pois é, foi mais ou menos assim que nos sentimos quando vimos novos erros acontecendo.) Fica o alerta para as noivinhas: pesquisem muito antes de fechar com qualquer fornecedor e se proteja com um contrato bem explicadinho, porque depois que as coisas já estão dando errado, não tem como você mandar parar a festa e avisar aos seus convidados que a empresa de toldos não virá ou que não haverá registros oficiais porque a fotógrafa sumiu. Outra coisa, eu aconselho que toda noiva contrate uma cerimonialista para o grande dia, deixar pessoas não familiarizadas com o processo de organização cuidando do andamento da festa pode não funcionar. E tente se divertir, o evento vai passar voando de qualquer jeito.
Agora estamos planejando uma celebração de Bodas de Algodão, vai que somos sorteados aqui no site, né?
Boa sorte para todas e força no véu, noivinhas!
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