O casamento de Éverton e Renata em Triunfo, Rio Grande do Sul
Rústicos Primavera Laranja
É&R
16 Out, 2016A crônica do seu casamento
No meu casamento teve de tudo: acidente, temporal, nervossismo e muito amor.
Todos os detalhes do casamento foram feitos por mim, meu noivo, minhas madrinhas. Era tudo simples, mas com nossa cara e muito amor.
O casamento foi no domingo, mas desde 4 feira estávamos no interior (casa de meus pais) arrumando tudo. Meu noivo ia e voltava todos os dias, as vezes com minha sogra que precisava de cuidados médicos, as vezes sozinho. Limpamos, montamos as mesas, decoramos, arrumamos o lugar. Ficou perfeito. No sábado, véspera, um grupo grande de amigos foi ajudar a terminar e a ensaiar a entrada do casamento. Eu estava muito ansiosa, dormi mal todos os dias, sonhei com temporal e falta de luz - a previsão era chuva.
Na hora de irmos embora, sábado a noite, para começar a me arrumar, manicure e cabelo, me lembrei que ninguém buscou o bolo. Então minha irmã foi. Ela também foi buscar os docinhos na outra cidade. No meu carro tinha as cucas para as mesas, as garrafas de licores e mais alguns itens de decoração. A cabelereira se atrasou, sai mais de duas horas após o combinado para ir até a casa da mãe dela. Chovia, minha mãe insistiu em ir junto. No caminho nos perdemos, não havia sinal de celular, meu carro caiu fora da estrada. Foram minutos desesperadores, eu ia desmaiar. Minha mãe gritava, vieram nos socorrer. Era a cabelereira. Me levara para a casa dela, me deram água, me acalmaram, mexeram no meu cabelo. Tiraram meu carro de trator. Era a mudança do horário de verão, perdi uma hora. Cheguei em casa passada das duas da manhã.
Continuar lendo »Na minha casa dormia meu amigo que cantaria no casamento, minha irmã, sua sogra, cunhado, sobrinho, meus pais. Não dormi a noite toda. As cinco da manhã, acordei. Avisei meu noivo do acidente mas que estava bem. Me avisou que o buffet se perdeu, mas já estavam indo para o salão.
Chegaram os fotógrafos, família comendo, se arrumando, minha irmã vai até o salão se arrumar. Chega a cabelereira e a maquiadora: me arrumam, arrumam minha mãe, as pessoas saem. Fica meu pai e eu, o cabelo e a maquiagem atrasam, mais de uma hora. Eu combinei com meu noivo de chegar 15 min depois. Tremia. A cabelereira também, o cabelo não pegou o penteado. Derrubava as coisas no chão. Terminou. Estava linda, mas tão nervosa.
Meu pai me levou até a igreja. Tentava respirar, mas só tremia. Quando cheguei na frente da igreja e vi tanta gente me esperando - estava atrasada - senti vergonha e comecei a chorar muito.
As pessoas entraram na igreja. As madrinhas vieram me acalmar. Meus sobrinhos entraram na igreja levando os aviões (homenagem a meus noivo) - coisa que nunca conseguimos fazer com eles no ensaio. Entrei na Igreja, chorava, comecei a montar o buquê, as pessoas choravam. Minha mãe foi ao nosso encontro, me levaram até meu noivo, que também chorava. O padre brincou conosco que ia terminar ali, ninguem queria casar, só chorávamos.
A celebração foi linda, meu noivo fez um lindo porta aliança, a mão. Perfeito. Tinha três padres na celebração. Todos meus amigos. As falas eram tão direcionadas a gente, tivemos lindos momentos no nosso casamento. Lindo mesmo. Emocionante. Minha sogra passou mal, ela respira com ajuda do oxigenio. Foi muita emoção.
Depois fomos para rua, tirar fotos o noivo e eu. Os padrinhos e as madrinhas, em baixo da figueira, abriu o sol. Ficaram lindas as fotos.
Entramos no salão, com chuva de sementes ao som "Ela é minha menina". Dançando. Entregamos o buquê para as nossas mães. Meu noivo fez o brinde e o agradecimento a todos.
Começou a sessão de fotos e o almoço. Começou a chover. Faltou luz. Queria chorar, vieram me abraçar e continuar a dar as felicitações, as pessoas acenderam celulares. - foi almoço a luz de velas. Estava almoçando quando voltou a luz, dei um grito. Vários deram. Falaram que faltou luz por 45 min, para mim e para o Éverton foi uma eternidade.
Chamamos os "anjos do casório" - nossos amigos que nos ajudaram antes e durante o casamento a tudo sair como sonhamos. Demos a cada um deles um tempero do amor - feito por nós, com ervas.
Tivemos a primeira dança dos noivos: três estilos musicais. Amo dançar. Abrimos o baile com os padrinhos. Dançamoos muito, muito mesmo. Aproveitamos a nossa festa. O povo dançou, comeu, bebeu, tinha cama elástica e piscina de bolinha para as crianças. Todo mundo se divertiu muito.
Joguei o buque de Santo Antonio para as solteiras, e buque de pimenta para as casadas - minha irmã pegou.
No fim da festa, troquei de roupa. Eu e o Éverton ajudamos a desmontar tudo. Faria tudo de novo. Ficou com a nossa cara, todos perceberam o amor em cada detalhe. Todos estavam felizes pela gente.
Fomos dormir na nossa casa. No outro dia, chovia muito, nos casamos no civil. Nos despedimos da minha sogra e fomos embarcar para Portugal e Espanha.
Enquanto estávamos na lua de mel, minha sogra fez o transplante de pulmão, não voltou mais para casa. Após 3 meses ela faleceu.
O casamento foi a celebração do nosso amor. O único filho que ela casou. Ela estava linda e feliz. E é isso que importa. Presentes, luxo, ostentação... nada fica, fica o amor.
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