O casamento de Cristiano e Bruna em Jundiaí, São Paulo Estado
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C&B
16 Mar, 2019A crônica do seu casamento
Ao contrário da maioria das mulheres ou homens que acessam este site, casar não era meu grande sonho. Pelo menos, não da forma tradicional, véu, grinalda e igreja. Mesmo assim, foi uma das experiências mais recompensantes da minha vida.
Quando o Cris me pediu em casamento na hora pensei "ah, ok, vamos" e disse sim, mesmo sem saber direito o porquê. A gente já morava juntos há mais de três anos. Então, qual a necessidade de ter uma burocracia a mais? Tudo isto me fez ter que encontrar o meu, o nosso, estilo de casamento.
O resultado foi um casamento celta, com proteção espiritual e cheio de significado, em um sítio, com cerimônia e festa ao ar livre.
Como sou vegetariana, optamos por muitas opções sem carne. E tudo em cumbucas, para que as pessoas não precisassem ficar fixas às mesas para comer. A música teve DJ, mas também a In Flow, banda de adolescência do meu irmão. O estilo, rock nacional, não tem muito a ver com as baladas de casamento, mas teve uma energia toda especial (e os convidados adoraram).
Continuar lendo »Para dar conta do desafio de organizar um casamento à distância (estávamos morando em Brasília e casando em Jundiaí), abusamos das buscas pela internet (este site foi um deles) e pré-conversas por whatsapp. Quando estávamos na cidade, íamos visitar somente os fornecedores selecionados.
Os padrinhos também fizeram toda a diferença e participaram ativamente dos preparativos, inclusive nos representando em degustações e reuniões. A participação de todos foi muito maior do que só estar no banco da frente. No dia, eles entraram ao som de Wando (para ajudar na descontração), levaram um elemento mágico cada até o altar. e encerraram a cerimônia fazendo um desejo ao casal.
Nossos pais emocionaram a todos fazendo as bençãos aos noivos, um discurso elaborado por eles mesmos, assim como os irmãos de cada um, que foram pegos de surpresa.
Para economizar e deixar tudo com o nosso jeitinho, as mães e os pais de nós dois fizeram vários itens da decoração, caixinha dos padrinhos e arranjos (feitos com pompons e galhos secos, o que diminui a quantidade de lixo gerado na festa). A cara final foi dada por nossa decoradora, uma das excelentes profissionais que contratamos para o dia (parece que até nessas escolhas o universo ajudou).
Com a produção conjunta, as duas famílias se aproximaram muito no último ano e deixou a cerimônia, que foi celebrada por uma amiga, sacerdotisa da Grande Mãe, ainda mais descontraída.
Entre muitos risos e vários choros (os discursos dos pais e do noivo foram realmente emocionantes), finalmente entendi o significado do casar. É muito mais do que um vestido branco (por mais que isto seja lindo). Realizar uma cerimônia entre família e amigos para celebrar uma união é uma forma de celebrar o casal.
Da mesma forma como a celebrante dava o nó na fita com nossas mãos entrelaçadas (chamado de handfasting na tradição celta) para unir as nossas vidas, foi evidente a união dos meus amigos com os amigos dele, da minha família com a dele. A partir daí, foi só celebração, festa, risos, bebida e muio mais. Tudo com aquela energia sensacional, de estarmos cercados de gente querida (faltaram os cachorros), mas que estavam representados no topo do bolo.
Obviamente, como em toda festa, teve seus perrengues. A luz acabou, dependemos de gerador (queimando muito diesel), algumas pessoas não tiraram foto no lambe lambe, outras poucas perderam os docinhos. Também não conseguimos tirar foto com todas as pessoas queridas - o que talvez fosse impossível. Mesmo assim, foi sensacional!
Então, se puder dar uma dica pra você, que está pensando em se casar agora, é isto: case, não se prenda ao padrão só porque é padrão. Pense o que é importante pra você (e o quue não é também). Não faça nada obrigada e não deixe de fazer nada que te faça feliz. No nosso caso, as escolhas foram por algo descontraído, personalizado, que tivesse a nossa cara, que viesse quem tinha que vier (trazendo sempre boas energias) e que todo mundo se sentisse bem.
O resultado não poderia ter sido melhor. Ao Cris, meu noivo, agora marido, minha gratidão por ter inventado tudo isso e por existir na minha vida. Uma avoada, o outro metódico; uma poliana, o outro não rs. De toda forma, we are so better together. E você, que esteve no dia e/ou no nosso dia-a-dia, obrigada por fazer parte de tudo disso.
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