Primeiramente, é preciso dizer que não é qualquer pessoa que pode escolher ter um casamento judaico. Pelo menos um dos dois precisa ser da religião. Por exemplo, se a noiva é judia e o noivo não, pode sim ser feito o casamento, desde que o noivo se converta em 3 passos que devem ser feitos na presença de um tribunal rabínico valido:

- Circuncisão (no caso dos homens)

- Imersão no micvê (banho ritual)

- Aceitação dos 613 preceitos em sua totalidade

Dito isso, a cerimônia é cheia de rituais simbolizando a beleza do relacionamento entre o homem e a mulher e suas obrigações mutuas. O noivo é chamado de chatan, e a noiva de kallah.

Separamos algumas tradições e costumes desta cerimônia tão única.

  • Não é obrigatório que o casamento seja realizado na sinagoga. Diversos casais o fazem, mas não é obrigatório. O mais comum é que seja feito ao ar livre.
  • O altar também é diferenciado, tal como o nome, que é a Chupá (se pronuncia hupá). A chupá deve ter quatro pilares aberto dos lados e coberto em cima. Este altar representa o passado, presente e futuro e significa um novo lar cercado pela família e por amigos.
  • A tradição diz que este é o dia do perdão. É por isto, que a noiva veste o branco, representando esta pureza.
  • Na hora de entrar na sinagoga ou ir em direção ao chupá, ao invés da tradicional marcha nupcial, toca-se a musica “Boi BeShalon”, que significa “encontre a paz”.
  • Os padrinhos é uma questão muito individual. Fora do Brasil, é comum que sejam chamados amigos, mas a comunidade judaica do Brasil, possui o costume de chamar apenas família.
  • Na entrada, a noiva entra com o pai e com o rosto coberto com um véu. Quando o pai entrega a filha ao noivo, ele dá a benção, e o noivo cobre o rosto da noiva com o véu novamente. Isso tudo tem um simbolismo que significa que o noivo não esta interessado apenas na beleza exterior.
  • Quando a noiva chega à chupá, ela deve dar 7 voltas ao redor do noivo. Existem duas explicações que muitas pessoas contam, que são: O mundo foi feito em 7 dias, então, é como se a noiva estivesse construindo as paredes da nova casa do casal. O outro significado, é que essas sete voltas simbolizam a queda da muralha de Jericó, sendo assim, a noiva fica em volta do noivo para quebrar qualquer barreira que possa vir a existir.
  • Durante a cerimônia, duas taças de vinho são servidas. Ele simboliza a alegria da união dos noivos. O casal deve beber dividindo o mesmo copo, em um gesto de partilha total.

  • Como em todo casamento, na cerimônia judaica, o noivo também entrega a aliança, e para isto, ele deve dizer: “Harey at mekudeshet li betada 1atzo kedat Moshe veYisra’el” que siginifica “Eis que você está prometida a mim com este anel, de acordo com a lei de Moises e Israel.”
  • Acredito que todas as pessoas quando pensam no casamento judaico, a primeira coisa que vem à cabeça é o copo quebrado não é?! Então, o noivo quebra o copo e todos os convidados gritam “Mazal Tove” que siginifica “Boa sorte”. A quebra do copo, que é colocado no chá enrolado em um pano, significa a destruição do antigo Templo Jerusalem. Quando você quebra um cristal, é também feito alusão do equilíbrio entre momentos felizes e tristes que ainda serão enfrentados ao longo de toda a vida enquanto marido e mulher.

Estas são apenas algumas tradições do dia do casamento judaico. Além dessas, existem outras que antecedem o grande dia.

Após todo esse ritual, a festa é uma das partes mais animadas. A maioria dos convidados está muito feliz com a união e deixa transparecer muito isso.  Em casamentos mais tradicionais (ortodoxos) no salão da festa, costuma ter uma divisão que separa os homens das mulheres. Durante a cerimônia isto é mais comum, que mulheres sentem em um lado e homens em outro. Mas isso vai de casal para casal.

O importante é celebrar e se divertir, independente da religião ou costume!